Uma crítica aos padrões estabelecidos em muitas igrejas evangélicas.
Quero deixar claro que o texto abaixo, não é uma crítica a uma denominação especifica, mas uma crítica a padrões morais que com o passar do tempo transformarão muitas igrejas em “clubes”.

Em época eleitoral fica praticamente impossível não notar semelhanças do cenário político com situações do nosso cotidiano, como escola trabalho e etc..
Comumente comparamos chefes ou colegas com figuras famosas do cenário político devido a suas virtudes ou defeitos ou demais características não relevantes como aparência, voz e etc…
Mas gostaria de comentar sobre as semelhanças do cenário político atual , com o que infelizmente encontramos hoje em nossas igrejas.
É deprimente e triste fazer tal afirmação, mas as igrejas estão entupidas de políticos, não me refiro a pessoas cristãs que foram eleitas em processo democrático e atualmente ocupam cargos públicos, mas de pessoas que visando alcançar seus próprios interesses utilizam das táticas mais simples as mais sujas, semelhante ao que nós vislumbramos constantemente nas campanhas eleitorais.
Exemplificarei de forma que você consiga compreender melhor.
A grande maioria da população principalmente a cristã, está indignada com os ataques de ordem pessoal que a ex-prefeita tece contra ao atual prefeito.
Sendo que muitas dessas pessoas que condenam a atitude da ex-prefeita já participaram de buxixos, ou levantes para desmoralizar ou destruir alguém dentro da sua própria igreja. Tendo como o único objetivo prejudicar um “irmão”.
Muitos criticam os programas assistencialistas, dizendo que são de uma forma camuflada uma ferramenta para se comprar votos.
Mas quantas vezes vemos pessoas de maior poder aquisitivo gozam de tratamento privilegiado, sendo bajulados por pastores somente por conta de suas altas contribuições. “Comprando assim muitas vezes” indicações ao ministério e etc… Isso sem falar em pessoas famosas que se “convertem” e em poucos meses são nomeadas pastores (as)
Outro fator que deixa muitos revoltados é a cara de pau dos políticos , que dizem uma coisa e depois quando assumem o poder fazem outra. A malandragem que leva pessoas despreparadas a exercerem funções elevadas causando prejuízos a toda uma população.
Infelizmente hoje nas igrejas podemos ver uma grande concentração de bajuladores por centímetro quadrado, pessoas inseguras que precisam de auto-afirmação. Sendo que para isso buscam estar em evidência, esforçam-se ao máximo para mostrar aos seus Superiores Eclesiásticos, que são os “melhores crentes do mundo”. Dedicam-se com afinco em elogiar e agradar os seus Pastores sempre, objetivando elevar o seu “nível” no ministério. E como é de praxe no mundo da política o corrupto leva o mérito e o trabalhador …
Há quem liga pro trabalhador? “Peão tem que sofrer mesmo”.
Os digamos assim bajuladores de plantão são elevados aos mais altos cargos do ministério ocupam os púlpitos e se enchem todos para dizer seu cargo ministerial enquanto muitos trabalhadores que levam com afinco a obra de Deus, e que simplesmente não bajulam ninguém, pois afinal estão envolvidos na obra e não tem tempo pra isso. São castigados tendo que ouvir durante horas sermões (desses que se acham grande coisa) sem unção sem nada de Deus, ouvindo um blábláblá sem sentido, e ainda levando bronca do Pregador revoltado porque a igreja não dá “glória” a Deus.
E nesse clima político vale ressaltar a inversão de prioridades, que muitas vezes é feita durante uma gestão. Que muitas vezes prioriza essencialmente uma classe da sociedade desprezando a grande massa. Que olha somente para o seus interesses esquecendo o motivo para o qual foram eleitos.
Mas por incrível que pareça nós que temos a consciência do que somos imagem e semelhança de Deus. Deparamos-nos com situações inaceitáveis, você com certeza vê um número grande de pessoas e com grande motivação, durante os preparativos de uma festa de aniversário para Pastor, afinal todos querem agradar ao seu sacerdote o que não é errado. Mas o que é inaceitável é que essas pessoas simplesmente se omitem quando são feitas convocações para evangelismo pessoal ou culto ao ar livre. Será um devaneio meu ou as pessoas estão mais interessadas em fazer média com os seus superiores ministeriais do que em fazer “média com Deus”.
Mas fica um alerta. O homem pode te levar aos mais altos níveis hierárquicos, mas só Deus leva para o céu.
Deixemos de politicagem na igreja, de partidarismo, de tecer elogios com os lábios enquanto o coração recita impropérios.
O que é mais importante ser obreiro, diácono etc… ou ser filho de Deus ? Assim como Esaú trocou sua primogenitura por um prato de lentilhas, muitos cristãos estão trocando a salvação o direito de ser chamado de servo bom e fiel pelo próprio Deus no grande dia, por uma chance de estar à frente de algum departamento ou de possuir algum destaque ministerial.
Que todos possam alcançar e desenvolver o ministério que o Senhor designou para sua vida, com amor a Deus, amor a obra e amor ao próximo.
Assim como Cristo, dedicar seu ministério e sua vida a fazer a vontade de Deus.
Que venhamos nos dedicar e buscar diminuir para que o Senhor possa crescer em nós, ao ponto de poder dizer não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim.
Texto escrito em setembro de 2008
Mas Jesus os reuniu e disse: “Entre os não-crentes, os reis são tiranos, e cada oficial inferior domina sobre aqueles que estão abaixo dele. Mas entre vocês é bem diferente. Todo aquele que quiser ser um líder, deve ser servo. E se vocês quiserem chegar bem alto, devem servir como um escravo. A atitude de vocês deve ser igual à minha, porque Eu, o Messias, não vim para ser servido, mas para servir, e dar a minha vida por muitos.
Mt. 20:25-28
Abraços
Fiquem na PAZ!!!